Iago Nogueira.

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"Gosto mesmo é de amizades à moda antiga, sabe? Daquelas amizades dos velhos tempos, com abraços apertados, cafunés exagerados e beijos na testa ao se cumprimentar e ao se despedir. Amizades de ficar horas em roda jogando conversa fora num fim de tarde de domingo, de rir até a barriga doer. Daquelas amizades que a gente lê em livros dos nossos avós. Daquelas que a gente tem intimidade, que parece mais um casamento, que se aloja no coração e dali não sai. Amizades que não tem preço, que não se compra, que não se acha por aí, são amizades que se conquista. Gosto mesmo é de amizades com poucas palavras e cheias de atitudes, que cumprem sem prometer. Amizades cheia de liberdade, tanto que podemos ligar no meio da madrugada só para dar um boa noite, mesmo que já quase seja hora de dar um bom dia. Amizades que veem e ficam, que fazem a diferença. E mesmo que partam, deixam marcas, boas lembranças. É dessas amizades que eu gosto! Que a gente confia cegamente, que não tem medo de cair porque sabe que terá quem ajudar a por de pé novamente. Amizade que sabe a hora de falar e a hora de ouvir, que sabe dar conselhos na mesma maneira que sabe receber. Amizades de verdade! Que a gente leva para a vida toda. Gosto daquelas amizades de amor puro e sincero, que dizem “eu te amo” através de um olhar. Ah, quem tem, ou já teve, uma amizade dessas, sabe do que eu estou falando. Taxem-me de cafona, antigo, ultrapassado ou atrasado, se quiserem. Não dou importância, é daquelas amizades que eu gosto."
  

(Source: cascalhos, via despenhadeiros)


"Eu queria te ligar e dizer que sinto a tua falta. Queria desabafar no telefone e falar que desde que você se foi, as coisas não fazem mais tanto sentido quanto antes. Queria confessar que depois daquele dia, eu não sorrio mais tão frequentemente e que me tornei uma pessoa sem nenhum brilho ou alegria. E enfim, queria te convencer a voltar e provar o quanto a minha felicidade depende da tua… E esse é o problema. Eu dependo demais de você e você tá muito bem sozinha. Eu não consigo deixar para lá e fingir que não aconteceu, porque para mim foi importante demais. Não foi só mais um casinho sem significado, dessa vez posso dizer com todas as certezas que foi amor. Foi amor quando eu senti ciúmes, quando eu não te liguei no dia seguinte, quando eu neguei um abraço. Foi amor quando eu fui embora mas voltei um dia depois, quando eu disse que não queria mais te ver e que não precisava de você, quando você me ofereceu todo o teu carinho e eu neguei por medo. Foi amor quando você estava aqui e agora que se foi, continua sendo. Porque apesar das circunstâncias que nos separaram, muito de você ficou. Não é só dizer “até logo”, sair pela porta e tudo bem, está tudo acabado. Para mim nunca vai ser tão simples, pois me apego e não sei desapegar mais. E eu queria por um minuto poder te convencer o quanto eu te faria feliz e que vale a pena ficar ao meu lado, mas não vou fazer isso, pelo mesmo motivo por qual eu nunca aparentei fazer muita questão de você e também pela mesma razão que eu acordo todos os dias. Porque é amor, entendeu? E a minha felicidade deixou de ter tanta importância quando eu conheci você e a partir daí, apenas o teu sorriso passou a fazer diferença. Apesar de saber que talvez ninguém te faça tão feliz quanto eu fiz, não vou mais te procurar. E quem sabe você descubra isso sozinho e volte para mim, mas dessa vez sentindo-se feliz por isso, não por egoísmo da minha parte e sim porque realmente queres. Quem sabe uma hora ou outra você bata na minha porta de fale que veio para ficar… Quem sabe? Eu costumo acreditar muito nessas coisas do destino, que quando é para ser, será. Mas enquanto isso, enquanto não percebes, deixo-te livre para sentir a minha falta."
  

(Source: betraye-d, via 4e-vinte)